quinta-feira, 29 de maio de 2008

Capítulo 4

_ Anjo? O Quarto destino é ser anjo? Eu vou ser um anjo? Só pode ser brincadeira!

_ Senhorita Maria Eduarda não estamos em um lugar onde se possa fazer brincadeiras.

_ Certo! Eu morri, um homem que nunca vi na minha vida veio falar comigo mesmo eu estando morta, vim parar nesse lugar estranho, dizem que vou ser um anjo e isso não é brincadeira. Deve ser sonho. Isso! Eu não morri e estou sonhando.

_ Sonhando durante mais de dois dias?

_ Sim! Eu levei um tiro e por isso estou num hospital. Podem ter me sedado e isso pode ser um sonho.

_ Como deixam um fantasma vir para a reunião?

Aquele homem parecia estar bravo, gritando para os outros espíritos:

_ Só são permitidos espíritos aqui! Por que esse fantasma veio?

_ Eu não sou um fantasma! Sei que estou morta, mas isso tudo é novo pra mim.

_ Tudo, de agora em diante, será novo para você, mas não se preocupe, há alguém que irá te ajudar.

Alguém se aproximou e, finalmente, pude entender:

_ Então você é um espírito. Isso explica muita coisa.

_ Vocês já se conhecem?

_ Sim! Eu estava sentada num banco da praça e ele veio dizer para me apressar.

Gustavo estava preocupado:

_ Senhor, não pode indicar outro? Tem que ser eu?

_ Você é o mais indicado, conviveu com ela enquanto estava viva.

_ Conviveu comigo? Mas eu nunca o vi antes.

_ Senhorita, ele foi um anjo e esteve muitas vezes ao seu lado.

_ Anjo? Por isso disse que me aconselhou. Agora compreendo, ele era meu anjo.

_ Não, eu não era seu anjo, era o de Cadu.

_ O que?

_ Isso que você ouviu! Eu era o anjo de Cadu e, por ter influenciado na vida de outro além de meu protegido, serei substituído.

Naquele momento fiquei sabendo que Gustavo havia desobedecido uma regra, a de não interferir na vida de outro que não seja a de seu protegido. Um conselho que não segui e que custou seu destino.

_ Mas ele não interferiu! Eu morri mesmo assim!

_ Senhorita, as regras devem ser seguidas.

_ Regras! Regras! Não basta ter que seguir regras durante a vida?

Gustavo puxou-me pelo braço:

_ Não discuta! Tenho que lhe mostrar como é ser um anjo e, depois, saberei qual será meu destino. Venha!

Enquanto saíamos, aquele senhor acenou:

_ Desejo-lhes boa sorte, Duda e Guto!

Fiquei espantada:

_ Guto?

_ Acha que só os vivos têm apelidos?

_ Não! Não é isso.

_ Então é o que?

_ Gostei do seu apelido!

Ele sorriu. Um sorriso mais cativante que o de Cadu:

_ Não sei o que tem de diferente em meu apelido. É tão comum chamar um Gustavo de Guto.

_ Gostei e pronto! Mesmo que seja comum.

_ Boba como sempre.

_ Você me viu muitas vezes, não é?

_ Todas as vezes que esteve com Cadu.

_ Deve ser legal ser um anjo.

_ Sim. Proteger alguém é legal, mas a jornada de um anjo não é fácil. O nosso destino é parecido com o inferno, a única diferença é que podemos interferir na vida dos vivos. Mas é proibido interferir na vida de outro que não seja seu protegido.

_ Por que me aconselhou? Meu anjo poderia ter feito isso. Espera! Quem era meu anjo? Onde está?

_ Seu anjo?

_ Sim, meu anjo! Quero conhecê-lo.

_ Eu não deveria falar sobre isso, mas você acabará sabendo mais cedo ou mais tarde. Seu anjo é um rebelde.

_ Rebelde? Como assim?

_ Ele se rebelou contra as regras. Cansou de ser um anjo e por isso não havia ninguém te protegendo na apresentação.

_ Por isso levei um tiro, mas não morri naquela hora. Como?

_ Eu tentei te proteger e por isso você viveu mais uma semana, porém a minha influência não foi suficiente.

_ Então você não só me aconselhou, também me protegeu.

_ Eu não consegui seguir as regras vendo que você poderia morrer, pois estava sem um anjo. Não era justo!

_ Obrigada.

_ O que? Você morreu. Por que me agradece?

_ Por que você me deu a oportunidade de morrer feliz.

_ Feliz?

_ Pude saber que Cadu sempre me amou. Obrigada.

_ Não me agradeça. Era meu dever.

_ Não era seu dever! Você desobedeceu as regras e agora será punido por isso!

_ Você não entende, era meu dever, porque...

_ Por quê?

_ Nada! Deixe esse assunto para lá.

_ Certo! Mas o que aconteceu com meu anjo? Ele foi punido?

Gustavo sorriu ironicamente:

_ Comentam que ele teve o quinto destino.

_ Há um quinto destino? Qual é?

_ Ninguém sabe, é apenas uma lenda. Como ainda não o encontraram, dizem que ele teve o quinto destino. Mas é uma brincadeira, só existem quatro destinos.

A curiosidade não me deixaria em paz. Minha missão, além de proteger Cadu, seria descobrir mais sobre essa lenda.

3 comentários:

Anônimo disse...

VC È CRUEL SIL

Essa sua decisão de postar só um capitulo por semana ta me dexando impaciente...

E o que que foi isso de se encontrar na semana q vem???

Seu livro esta realmente me surpreendendo estou ficando mto interessado na estoria.

PARABÊNS PELO OTIMO TRABALHO

Anônimo disse...

E ela vai ficah com o Guto no final!!! hauahuahauhauha xD

Anônimo disse...

O Guto é mto fofo *-*
hauahauhauahaua