<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311</id><updated>2011-12-25T04:43:25.001-02:00</updated><title type='text'>A minha amiga é um anjo</title><subtitle type='html'>Um romance diferente de qualquer outro.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-4359053890396500453</id><published>2009-05-28T17:00:00.000-03:00</published><updated>2009-05-28T16:49:35.863-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 11</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Passados os dias de chuva, a mãe de Cadu decide passar o fim de semana na casa de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a morte do pai de Cadu, a família não viajava mais. Esse fim de semana seria uma tentativa de retirar Cadu daquele estado emocional alterado pelos últimos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto, como sempre, sentado na janela, olhando para a árvore na frente da casa, perdido em seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esses dias de convivência com ele, pude perceber muitos pontos de sua forte personalidade: sempre disposto a ajudar, nunca perdendo seu sarcasmo, com muitos momentos de um silêncio misterioso e aquele olhar de alguém que sofre, que contradiz o sorriso constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me dele e me apoiei sobre a janela. Ele me olhou e sorriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Faz tanto tempo que não vou para o campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Só fui uma vez para lá, enquanto o pai de Cadu ainda estava vivo. Era a festa de 16 anos de Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu me lembro. Você estava com um vestido verde, o mesmo que usou no dia em que Cadu te jogou na piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O dia da piscina! Fiquei com tanta raiva naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você prometeu que voltaria para assombrá-lo. Isto foi o pacto final para que você um dia se tornasse seu anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promessas feitas em vida para serem cumpridas depois da morte são pactos que só podem ser quebrados se a pessoa a quem fez a promessa morrer antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto descia pela escada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas o pacto inicial foi a escolha dos nomes de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino estava traçado. Tínhamos nomes parecidos, porque um dia um seria anjo do outro. Guto era um anjo temporário igual ao meu. Seriam substituídos quando um de nós morrêssemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei para entender que eu substituir Guto não era sua punição. Eu deveria levar mais tempo para ser um anjo. A verdadeira punição era eu me tornar anjo adiantadamente. A primeira das punições, pois a outra seria seu próximo destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci pela escada e fui sentar ao lado de guto na calçada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Guto, tenho uma curiosidade e sei que você pode tirá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você realmente quer saber sobre a lenda, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por que você sempre faz isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Isso o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Saber o que vou perguntar. Isso me irrita às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto começou a rir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você vai começar a reclamar ou quer saber sobre a lenda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ As duas coisas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se levantou e me estendeu a mão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Levante-se e vamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vamos para onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Para a praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Chegando lá explicarei e contarei tudo o que quer saber sobre a lenda do quinto destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me e fomos para a praça, sentei num banco e olhei para Guto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então, por que me trouxe até aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Está vendo aquela mulher sentada no banco próximo ao lago?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim, mas o que tem ela a ver com o que tem a me dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Há um boato de que ela já esteve entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Entre nós? Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que ela já foi um espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ela já esteve morta? Mas como? Não é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Os boatos são antigos, mais ouvi dizer que ela apareceu nessa praça. E nunca ninguém tinha ouvido falar nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas se ela já esteve viva, devia ter família, conhecidos, então ela não apareceu assim do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Essas são as mesmas indagações que fiz, mas tudo é possível. Ela pode ter voltado a vida num lugar totalmente diferente, ou num tempo muito posterior, em outro corpo. Há várias possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas nada. Isso é apenas uma lenda e nós não temos como saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ A mulher está alí. É só perguntar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Duda! Somos anjos, lembra? Perguntar como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descepção em saber que o lendário 5º destino continuaria sendo um mistério me deixou com raiva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Se tudo é possível como você mesmo disse, por que não posso ter a capacidade de me comunicar com quem está vivo? Se posso influenciar Cadu a fazer o que é certo, por que não posso falar com aquela mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto disse isso e começou a caminhar em direção à árvore. Corri atrás dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Posso? Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você poderá quando eu não estiver mais aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Quando você não precisar mais de mim. Quando eu já tiver a minha punição por completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso queria dizer que quando eu tivesse a capacidade de proteger o Cadu, sem a ajuda de Guto, eu teria o dom de me comunicar com os vivos, mas somente poderia fazer isso em casos extremos e o único com quem eu poderia me comunicar seria meu protegido. Se eu infringisse essa regra seria punida e a idéia de me afastar de Cadu era inaceitável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-4359053890396500453?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/4359053890396500453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=4359053890396500453' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/4359053890396500453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/4359053890396500453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2009/05/capitulo-11.html' title='Capítulo 11'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-5043911280322446840</id><published>2008-07-13T05:10:00.004-03:00</published><updated>2008-07-13T05:35:38.507-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 10</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;_ É estranho estar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repeti essa frase, pelo menos umas três vezes enquanto Guto e eu acompanhávamos o Cadu no cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ano, Cadu vai ao cemitério no dia em que seu pai comemoraria seu aninversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto me puxou pelo braço, enquanto eu caminhava sem rumo por entre os túmulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não seja boba! Até parece que nunca esteve num cemitério antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Somente uma vez e foi quando o senhor Dantas morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu me lembro desse dia. Você esteve ao lado de Cadu todo o tempo. Ofereceu seu ombro para que ele chorasse a morte do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirei fundo enquanto via Cadu olhando para o túmulo do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nós éramos muito jovens ainda. Perder um pai não deve ser nada fácil. Ainda mais da forma como foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Aquele assassinato foi realmente muito chocante. Uma cena nada fácil de se esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Duda, eu vi tantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas como é capaz? Você não deveria estar perto do Cadu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como isso? Cadu estava na casa dele quando o pai foi morto no centro da cidade. Não é possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Duda, vou te contar o lado da história que ninguém conhece. Ninguém vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escutei horrorizada cada uma das palavras sobre o assassinato do senhor Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um médico de prestígio que foi brutalmente assassinado. Até então pensei que sua morte havia sido em vão, mas depois de saber o que realmente aconteceu, penso que o pai de Cadu morreu como um herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assassino era um de seus pacientes, que havia perdido o filho numa cirugia feita pelo senhor Dantas, ou melhor, pelo doutor Dantas. O rapaz havia chegado com traumatismo craniano após um acidente de automóvel. O rapaz estava dirigindo alcoolizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte era inevitável, mas o doutor Dantas não iria desistir de um paciente, por mais impossível que sua recuperação parecesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado era grave demais e o jovem faleceu na mesa de cirurgia. Era a primeira vez que o doutor perdia um paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi avisar o pai do rapaz e recebeu um soco como agradecimento. Ele o culpou pela morte do filho e disse que se vingaria. Olho por olho, dente por dente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois, aquele senhor apareceu na frente da casa de Cadu. O doutor chegava da clínica no momento e estranhou a situação. O homem se aproximou e disse em voz baixa que não iria matá-lo, mas sim que iria matar Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naõ adiantaram as tentativas de diálogo, mas a troca de vidas sim. A vida dele pela vida de Cadu.&lt;br /&gt;Cadu estava dormindo, então Guto decidiu acompanhar os dois que haviam resolvido conversar longe dalí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doutor não esperava que aquele senhor possúia uma arma e quando sentiu os dois tiros perfurando seu corpo, percebeu que acabara de salvar a vida do filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas últimas palavras foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que haja alguém que proteja meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto se aproximou e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não se preocupe. Essa é minha missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento o doutor sabia que estava morto e disse que não queria permanecer por muito tempo alí. Guto explicou o que aconteceria dalí em diante e o senhor Dantas pediu para que pudesse se despedir de Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do caminho decidiu que não queria se despedir, pois isso era sofriemento demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o senhor Dantas é anjo de um órfão, o filho do rapaz que morreu na mesa de cirurgia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cadu estava indo embora quando virei em direção ao Guto e perguntei algo que não fazia sentido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E o anjo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ele não deveria estar protegendo o senhor Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deveria estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não estava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como não sabe? Você não o conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto riu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E você conhece algum outro anjo fora eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia pensado nisso antes. E os outros anjos? Onde estavam? O que faziam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto me explicou que nós anjos não podemos ver outros como nós. Que essa é uma das regras. Eu poder vê-lo era uma exceçao dada aos anjos aprendizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem um anjo. E eles estão por toda parte. Vivem sem se comunicar com ninguém, vivem somente em função de seus protegidos. Guto esteve solitário por todo esse tempo e logo eu estaria solitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser um anjo e o inferno são destinos muito parecidos, mas a recompensa de proteger alguém é muito grande. A felicidade no olhar de seu protegido é algo indescritível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-5043911280322446840?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/5043911280322446840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=5043911280322446840' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/5043911280322446840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/5043911280322446840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/07/capitulo-10.html' title='Capítulo 10'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-2662485098964543039</id><published>2008-07-04T11:00:00.002-03:00</published><updated>2008-07-04T11:02:28.191-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 9</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Guto estava sentado na janela do quarto de Cadu. Decidi chegar de mansinho para assustá-lo, mas fui surpreendida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Acha mesmo que vai conseguir me assustar? E se conseguisse, era capaz de eu cair e isso não teria graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Era só você sair voando e nada de ruim iria acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto saiu da janela, sentou-se na cama e me olhou com um ar de reprovação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Acha mesmo que minhas asas aparecem assim do nada? Precisa aprender muita coisa ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então me ensine!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Há somente uma situação onde um anjo pode usar suas asas. Quando precisa ajudar seu protegido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Entendo. Mas e aquele dia? Não estávamos nem mesmo perto de Cadu. Como explica o fato delas terem aparecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Elas somente apareceram, não as usei. Mas aquela foi uma situação inusitada. Normalmente, as asas só aparecem quando precisamos usá-las. Além de que permanecer com elas por muito tempo diminui o poder de interferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Poder de interferência? Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ A tentativa de se comunicar com seu protegido dando-lhe pressentimentos. Esse é o poder de interferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Compreendo. E você já usou suas asas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Somente uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Cadu estava em perigo tão grave assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não. Eu as usei quando tentei te proteger, pois precisava ser rápido ou seria tarde demais, mas eu não consegui ser rápido o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto levantou-se, respirou fundo e voltou a se sentar na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem ter o que falar, saí do quarto e fui até a sala. Cadu estava sentado no sofá. A televisão estava fora do ar, mas parecia que ele nem havia percebido. Nunca o tinha visto assim antes. Sentei-me ao seu lado e ficamos alí a tarde toda até que ele se levantou e voltou para o quarto. Seguí-o e vi que Guto continuava na janela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Estava interessante o que assistiam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ A televisão estava fora do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sei, mas vocês ficaram tanto tempo olhando para ela. Pensei que isso fosse interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não seja bobo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não vá me dizer que se tornaram zumbis e aquilo era um tipo de hipnose ou algo parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Quer que eu te empurre da janela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parou com as brincadeiras e começou a descer pela escada. Comecei a seguí-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Onde você vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por que está me seguindo? Fique aí com Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas ele já se deitou e logo vai dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mesmo assim. Fique aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não pense que manda em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele passou pelo portão, começou a correr pela rua e gritava que eu não o devia seguir. Exitei por um momento e me escondi atrás de uma árvore sem ele perceber. Logo após comecei a seguí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à praça, ele parou e gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pensa que não sei que está me seguindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por que veio até aqui novamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me dele e pude ver Aninha sentada num banco. Olhei para Guto e ele estava triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa foi imensa. O que me restava fazer era sair daquele lugar e deixar Guto perto de sua grande paixão e, também, minha melhor amiga: Ana Duarte Medeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a volta pensei na infelicidade que eu havia causado a ele e, também, no fato de Aninha ter sido sempre apaixonada por Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor de Guto era duplamente impossível, pois agora ela tinha chance de se aproximar de Paulo. Estava explicado o porquê de seu grande sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi a escada e fiquei sentada na janela. A noite estava incrivelmente bela. As estrelas brilhavam mais que nunca ou era eu que nunca havia parado tempo suficiente para adimirá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceber que o tempo já não é limitado, que se tem a eternidade para viver é algo assustador e bom ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de Guto e seu novo destino. Qual será sua punição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais perguntas me vieram à cabeça. Dentre elas, o que haveria acontecido com meu anjo e qual seria o lendário quinto destino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava começar a investigar, mas o único meio de descobrir seria perguntando a Guto e ele, com certeza, falaria que não devo querer saber sobre isso, que devo esquecer meu anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdida em meus pensamentos não percebi que Guto estava subindo pela escada. Com o susto caí da janela. Ele começou a rir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pensei que estava fingindo que não me viu. A sua expressão de pensadora faz qualquer um pensar que você realmente pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não seja idiota! Como ia perceber que você já tinha voltado? Além do mais, por que já voltou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E por que me deixou sozinho lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas você mesmo disse que não era para seguí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E você me seguiu mesmo assim, mas sumiu como se tivesse visto uma assombração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não me assusto quando vejo você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sabe que suas piadas geralmente não têm graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aquele momento eu continuava caída no chão. Guto me estendeu sua mão para ajudar a me levantar, mas recusei sua ajuda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Obrigada, mas consigo me levantar sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez um sinal de reprovação com a cabeça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Tudo bem. E só uma coisa: não me faça perguntas sobre o porquê de eu ir à praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não sou curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisava perguntar algo do qual já sei a resposta, afinal era óbvio, pois Aninha era amiga de Cadu e muitas vezes saímos juntos. Só podia ser ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao lendário quinto destino, deixaria minha curiosidade durar mais algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-2662485098964543039?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/2662485098964543039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=2662485098964543039' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/2662485098964543039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/2662485098964543039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/07/capitulo-9.html' title='Capítulo 9'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-303629491090552076</id><published>2008-06-26T17:00:00.005-03:00</published><updated>2008-06-26T17:52:17.778-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 8</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era de manhã quando Maria Fernanda apareceu para visitar Cadu. Como sempre, estava toda arrumada como se fosse uma modelo prestes a entrar na passarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca nos demos bem, principalmente, depois que descobri que ela também gostava do Cadu. Por isso, achei estranho o fato dela ter se casado com o Paulo, mas casamento sem amor está fundado ao fracasso, pois mesmo casada ela continuava gostando do Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela querendo visitar Cadu era uma afronta a mim. Mal eu havia morrido e ela estava prestes a tentar jogar todo seu charme para conquistá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei revoltada e, ao mesmo tempo, feliz, porque sabia que Cadu não ia se render aos encantos dela, pois se fosse assim, ele já teria se apaixonado por ela há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Virgínia a atendeu e pediu para que voltasse outro dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ele não quer ver ninguém. Ficou bravo outro dia, quando deixei Paulo entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Fernada se assustou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Paulo esteve aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim! Cadu nem conversou com ele, trancou-se no quarto. Depois pediu para que eu não deixasse mais ninguém visitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O susto dela foi o mesmo que o meu. Paulo e Cadu nunca foram amigos, por conta da história de Paulo gostar da Maria Fernanda e ela gostar do Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto riu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Foi extraordinária a cara que Paulo fez quando Cadu bateu a porta do quarto. Dei muita risada nesse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ É estranho ele ter vindo visitá-lo. Nunca foram amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto fez uma cara de pensativo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pensando bem, não entendi esse interesse repentino de Paulo em visitar seu grande rival.&lt;br /&gt;Ainda mais, depois da briga da semana anterior a sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Briga? Que briga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Muitas coisas aconteceram, Duda! Muitas coisas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então me diga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Paulo veio tirar satisfação com Cadu, depois de Maria Fernanda ter jogado em sua cara, que havia se divorciado para tentar conquistá-lo. Tiveram uma discução feia e só não se bateram porque Bia começou a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que horror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Paulo gritava e queria respostas de porque Maria Fernanda se sentia tão confiante a esta altura dos acontecimentos. Ele queria saber se Cadu havia lhe dado esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E o que Cadu respondeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Gritou que gostava de você e que nunca ficaria com Maria Fernanda. Depois disso Paulo foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ele disse isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto irônico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Poderia ter sido uma desculpa para não apanhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Bobo! Sei que não foi uma desculpa. Ainda mais que Cadu nunca fugiria de uma briga. Mesmo sendo mais fraco que Paulo, o orgulho de Cadu é muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sei! Eu sei! Foi só uma brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O que é estranho é o fato dele ter vindo visitá-lo depois que morri. Será que se arrependeu ou algo assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Essa é uma boa pergunta, da qual não sei a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Outra coisa que me incomoda é a confiança de Maria Fernanda. Por que ela se divorciou de Paulo se não tem chances com Cadu? Ou será que tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você mesma devia saber essa resposta. Nunca subestime uma mulher apaixonada. Ela é capaz de tudo para conseguir o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti um tremor horrível depois do que Guto disse. Ela seria capaz de tudo para conquistar Cadu, inclusive eliminar o único e grande obstáculo: eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podia ser! Será que Maria Fernanda chegaria a esse extremo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo podia ter descoberto e vindo contar a Cadu. Não! Isso é besteira! Tem que ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto preocupado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O que foi, Duda? Por que está com essa expressão de terror?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nada! Alguns pensamentos bestas me passaram pela cabeça, mas nada demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pensamentos bestas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deixe pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Quem me matou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto fez uma cara de espanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nossa! Que pergunta repentina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Responda! Você deve saber quem foi, pois do contrário não teria tentado me proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Duda, esse assunto é delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Claro que é delicado! Trata-se da minha morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não posso dizer, sinto muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como não? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Uma das regras é não contar o nome de seu assassino a um espírito, se ele não souber. O espírito poderia ter sede de vingança e isso traria muitas complicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas isso não é justo! Eu tenho o direito de saber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por favor, não insista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você já infringiu as regras antes! Por que não pode novamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto gritou agustiadamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Porque isso já custou a minha felicidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a chorar e ele me abraçou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não queira saber quem foi. É melhor não saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por que tudo isso aconteceu? Por que eu tive que morrer? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não sei a resposta para suas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelhei-me no chão e olhei para Guto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E por que eu tive que destruir a sua felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não se culpe! Fiz as minhas escolhas! O único culpado sou eu mesmo e não me arrependo. Se tivesse como voltar no tempo, eu faria tudo isso novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento de gratidão tomou o lugar da rebeldia em mim. Eu já não podia fazer mais nada, a não ser me conformar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-303629491090552076?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/303629491090552076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=303629491090552076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/303629491090552076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/303629491090552076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/06/capitulo-8.html' title='Capítulo 8'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-4754744125933184823</id><published>2008-06-19T17:00:00.001-03:00</published><updated>2008-06-19T17:01:23.394-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 7</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Corri em direção ao lugar onde Guto estava caído. Não havia nenhum sinal das asas que, há pouco, haviam aparecido. Ele continuava chorando e se recusava a levantar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Vá para a casa de Cadu! Ele acordou. Vá! Deixe-me sozinho!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Discutir com ele seria uma pésssima idéia, então segui sua ordem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta, tive tempo o suficiente para imaginar o porquê de Guto ter se aproximado tanto, e a única resposta que obtive foi de que ele se confundiu, que o amor que tem por essa moça o fez enxergá-la em mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A chuva estava passando e, quando cheguei na casa de Cadu, vi-o sentado na calçada todo molhado. Ele olhava para o céu. Sentei ao seu lado e comecei a adimirar a lua que havia reaparecido por detrás das nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos recentes me fizeram refletir sobre muitas coisas. O que eu havia feito enquanto viva e o que eu teria que fazer enquanto anjo. Nesse ponto me surgiu uma dúvida: e aquelas asas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tão espantada com a grandiosidade daquelas asas. Quando Guto voltasse, eu perguntaria se também as tenho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A senhora Virgínia chamou Cadu e ele entrou. Passou pela sala, parou, olhou para Beatriz, que dormia no sofá, murmurou um pedido de perdão para a irmã e foi para o quarto. Pegou a toalha que a mãe havia deixado sobre a cama e entrou no banheiro. Tirou os sapatos, a camisa, a calça. Era a primeira vez que o via somente de cueca. Já o havia visto de sunga na piscina, então era parecido. Mas ele estava prestes a ficar nu e eu não sabia o que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Tem certeza de que quer vê-lo pelado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levei um susto com a presença repentina de Guto, que estava sentado na janela:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Quer mesmo vê-lo sem roupas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sem jeito:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Então saia daí e venha para perto da janela. Ele costuma trancar a porta do quarto, por isso deixa a porta do banheiro aberta. Se continuar aí já sabe!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saí de perto da porta do banheiro:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ E você? Está melhor?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto olhou para o lado de fora e apontou em direção à lua:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ As nunvens saíram da frente e ela voltou a brilhar. Vê? Ela está linda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cheguei mais perto de Guto para poder ver a lua. Ele aproximou sua mão de meu rosto:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Só não é mais linda que você!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não desconverse! O que aconteceu agora há pouco? Aquelas asas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Asas de anjo! Todos têm. Você também deve ter.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Anjos têm asas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto, rindo ironicamente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não! Só os pássaros! Aquilo era fruto de sua imaginção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Se eu tenho, como faço para que apareçam?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não se jogue pela janela tentando voar, pensando que elas aparecerão. Com o tempo você descobrirá como fazer com que apareçam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ E aquela luz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Que luz?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ A luz que te envolveu depois que suas asas apareceram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Luz? Deve ter sido a iluminação de algum raio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não era iluminação de raio nem de nenhuma lâmpada da praça. Era uma luz que erradiava de você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Duda, você está imaginando coisas. Não havia nenhuma luz. Eu não sou o sol para ter luz própria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Mas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Mas nada! Melhor fechar os olhos, pois Cadu está como veio ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dei um grito e tapei os olhos com as mãos. Guto ria:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Deve estar olhando por entre as frestas dos seus dedos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Nem estou olhando na direção de Cadu. Estou olhando para você!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Pode olhar, ele já está com a calça do pijama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ E o grito?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Ninguém pode te ouvir. Não se preocupe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não o meu, mas o seu grito. O que você não podia fazer? Não podia me confundir com a garota de quem você gosta? É isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto desceu pela escada que estava ao lado da janela. O sobrado não era alto, mas a escada ultrapassava a altura do telhado. Desci logo após. Guto sentou-se no mesmo lugar onde Cadu estava minutos atrás. Ele olhava para a lua:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não sei o que me aconteceu naquela hora nem porque fiz tudo aquilo. Desculpe-me se te assustei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não foi nada. Você parecia estar sofrendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sempre estou sofrendo, Duda. Sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aproximei-me dele e olhei para a lua:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Dizem que ela também sofre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Ela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ A lua! Ela sofre, pois é apaixonada pelo sol, o qual nunca poderá encontrar. É um amor impossível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Igual ao meu amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Sim. E igual ao meu amor por Cadu, pois tornou-se impossível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Sofremos como a lua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não. A lua está sozinha, pois mesmo entre tantas estrelas, é como se ela estivesse no meio de uma multidão, sem ninguém que conheça. E nós temos a amizade um do outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Amizade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Claro! Somos amigos, não somos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto sorriu:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Somos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-4754744125933184823?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/4754744125933184823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=4754744125933184823' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/4754744125933184823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/4754744125933184823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/06/capitulo-7.html' title='Capítulo 7'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-6156969276124587188</id><published>2008-06-12T17:00:00.004-03:00</published><updated>2008-06-12T18:00:23.710-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 6</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu nunca poderia imaginar que Cadu também freqüentava aquela praça, que ainda se lembrava do lugar onde nos conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo percebeu minha surpresa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ele sempre veio aqui. Algumas vezes ficava te observando de longe. O dia em que você gravou seu nome na árvore, ele viu. Depois que você saiu, ele veio ver o que você tinha feito. Naquele momento, consegui perceber o quanto ele te amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Desde aquele dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Foi a tarde mais longa que passei nesse lugar. Ele só foi embora quando começou a anoitecer. Ficou em frente a árvore com um canivete na mão, mas foi embora sem gravar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadu ficou sentado durante um bom tempo no mesmo banco onde eu ficava. Olhava para a árvore como se esperasse alguma resposta, como se esperasse que eu estivesse alí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude entender porque ser um anjo é parecido com o inferno. Não ter o que fazer num momento como esse é algo doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei ao lado de Cadu como se fosse uma tentativa de dizer que estou ao seu lado, mesmo que ele não pudesse me ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma folha da árvore caía, exatamente como no dia em que nos conhecemos. Nós dois queríamos pegá-la e nos esbarramos e caímos. Éramos crianças quando isso aconteceu. Cadu estendeu a mão e pegou a folha que caía na mesma direção. Dessa vez era ele quem ficaria com a folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou um canivete que tinha no bolso, levantou-se e foi para a a frente da árvore. Seguí-o e vi que estava gravando seu nome embaixo do meu. Depois que terminou olhou em minha direção. Fiquei assustada, pois achei que podia me ver, mas segundos depois guardou o canivete e voltou para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho de volta ouvi as vizinhas dele conversando baixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Soube o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim. Um rapaz tão jovem e uma coisa tão triste acontece. Até esqueceu de buscar a irmã no colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Fiquei sabendo que ligaram para a mãe na clínica pedindo para irem buscar a Beatriz. Mas como pode? Ele deveria arrumar outra namorada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não seja tola! Não sabe nem o que diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos na casa e a mãe de Cadu foi conversar com ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não posso mais contar com você? Só pedi para que fosse buscar a Bia e nem isso você fez. Onde estava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele passou pela mãe e foi entrando no quarto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Andando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe apareceu na porta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Carlos Eduardo! Não esqueça que já passei por uma situação pior que a sua. E não fiquei me lamentando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem resposta alguma de Cadu, a senhora Virgínia foi fazer um lanche para Bia, que estava assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, a situação dela havia sido pior. Viúva com dois filhos para criar e uma clínica para cuidar. Sem ajuda de ninguém, ela superou todas as barreiras, sem derrubar uma lágrima. Estranho, pois o casal Dantas era conhecido como um casal apaixonado. A senhora Virgínia é mesmo um mulher forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Duda! Vamos voltar para a praça. Ele já está dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Voltar? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Lá explicarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para a praça, já era noite. Guto subiu no banco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Foi aqui que vocês se conheceram, aqui que ele percebeu que era apaixonado por você, aqui que vocês gravaram seus nomes numa árvore. Vê? A paixão é linda, mas só a amor transcende barreiras como o tempo, a distância, a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se e começou a chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor dele, de gostar de alguém que está vivo, de não poder encontrar essa pessoa nem após a morte, devia ser uma dor insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia pouco sobre ele. Pude perceber que era alguém forte, mas com seus momentos de fragilidade. Guto era alguém muito especial, que arriscou seu destino para me ajudar. Ele tinha feito mais que qualquer pessoa fez por mim e eu não podia fazer nada para ajudá-lo. Sentei ao seu lado e o abracei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não fique assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude ver a lua em seu olhar. As lágrimas davam um brilho diferente aos seus olhos. Retribuiu o abraço. O calor de seus braços, a respiração ofegante em meu ombros era algo indescritível. Não era um simples abraço entre amigos, nem mesmo um daqueles de alguém da família. Era mais que isso, um abraço que não tem significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a chorar também e, naquele momento começou a chover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anjos chorando sob a chuva de verão, numa noite de lua cheia. Era como se os céus estivessem compartilhando suas lágrimas com as nossas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guto olhou profundamente em meus olhos. As gotas da chuva e as lágrimas haviam se misturado em seu rosto. Ele colocou sua mão na minha nuca e aproximou meu rosto do dele e murmurou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu não posso fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Fazer o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não posso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastou-se de mim e algo surpreendente aconteceu. Asas grandes e do mais puro branco saíram de suas costas. Uma luz o envolveu e Guto gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu não posso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um trovão respondeu seu grito angustiante, as asas desapareceram, nuvens escuras esconderam a lua. Guto estava caído no chão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-6156969276124587188?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/6156969276124587188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=6156969276124587188' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/6156969276124587188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/6156969276124587188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/06/capitulo-6.html' title='Capítulo 6'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-2110331779330499705</id><published>2008-06-05T17:00:00.004-03:00</published><updated>2008-06-05T17:14:22.705-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 5</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rever Cadu e não poder me comunicar com ele foi a coisa mais difícil que me aconteceu. Estar em sua frente e ele não poder me ver, poder ouví-lo e ele não, jamais poder tocá-lo. Tão perto e tão longe ao mesmo tempo. Conviver com essa grande separação era algo que eu deveria aceitar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa havia mudado, ele já não era mais aquele homem alegre e de sorriso cativante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois da minha morte, tornou-se uma pessoa séria, que não saía mais de casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Guto, o que posso fazer para que ele volte a ser o mesmo de antes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Ele jamais voltará a ser o Cadu que você conhecia. A dor o acompanhará até o fim de seus dias. Faz parte do amadurecimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Amadurecer é se tornar uma pessoa assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Nem sempre. Mas ele perdeu uma pessoa muito importante em sua vida e isso não é fácil de se lidar. Há os que conseguem tocar sua vida em frente, aparentando continuar como eram, mesmo sofrendo, mas para Cadu está sendo difícil. Veja! Percebe a dor em seu olhar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não há mais o brilho que tinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Também pode ser revolta!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Revolta de ter me perdido?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não! De não ter te beijado nenhuma vez!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto começou a rir incontrolavelmente e eu é que fiquei revoltada:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não ria! Isso não é engraçado! É triste o fato de duas pessoas que se amam nunca terem se beijado e uma delas ter morrido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não é triste. É idiota!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto continuava rindo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Vocês sempre se amaram, mas viviam brigando. Você ainda foi inteligente, pois estava decidida a se declarar, mas ele só se declarou, porque viu o quanto de tempo ele desperdiçou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Pare de rir! Isso não é engraçado! Parece até que nunca se apaixonou. Vai dizer que quando estava vivo não foi apaixonado por alguém?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto parou de rir imediatamente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Você não sabe nada sobre mim! Eu fui, ou melhor, ainda sou muito apaixonado por uma garota.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não precisa ficar bravo. Não quis ofender.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Tudo bem. O meu caso sim é triste. Mesmo eu sendo apaixonado por ela, não posso me declarar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Depois diz que eu e Cadu que somos idiotas. Você também é. Por que não se declarou?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto ficou triste:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Por que...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Ela está viva. É isso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele se espantou, ficou sem jeito e confirmou movendo a cabeça positivamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um amor proibido. A história de Guto, realmente, era triste.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Ela te conheceu enquanto você estava vivo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não. Eu me apaixonei quando já era um anjo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Entendo. Não há nada que possa ser feito, mas um dia ela irá morrer e vocês poderão ficar juntos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não seja tola! Isso é impossível. Meu destino e o dela são diferentes. Mesmo que ela morra, nunca ficaremos juntos. Isso já está estabelecido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Sua punição, não é mesmo? Por minha culpa vocês não poderão ficar juntos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não! Isso não é sua culpa. Era para ser assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Eu a conheço? Deve ser uma pessoa próxima ao Cadu. Alguma amiga? Uma das primas dele?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Duda, não me faça mais perguntas sobre esse assunto. Por favor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Desculpe-me. Eu não deveria ficar tocando num assunto tão delicado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Tudo bem. Agora vá para a frente de Cadu e tente influenciá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Influenciá-lo? Como?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Você é um anjo. Anjos influenciam seu protegidos. Sua missão é perceber o que de errado irá acontecer e tentar avisá-lo através de sua influência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Isso eu entendi, mas como faço para influenciá-lo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Veja! Ele está atrasado para ir buscar sua irmãzinha na escola. Faça ele perceber o atraso. Tente conversar com ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Conversar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Sim, conversar. Fale com ele, pois mesmo que não possa te ouvir, ele pode sentir a presença de alguém na forma de pressentimentos. Concentre-se e tente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sentei na cadeira próxima a cama na qual Cadu estava sentado. Olhei profundamente em seu olhos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Cadu, você tem que ir buscar a Beatriz!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guto começou a rir:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não adianta você gritar, pois ele não vai te ouvir. Concentre-se e tente novamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Do jeito que você fala, parece tão fácil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não é fácil. Precisa se concentrar direito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhei para Cadu:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Cadu, a Bia está te esperando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele se levantou, olhou para o relógio no criado mudo, pegou uma blusa no guarda-roupa e saiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Consegui!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não, você não conseguiu. Ele está indo para outro lugar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Outro lugar? Como você sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Porque sou um anjo. Pelo visto, vai demorar para que você saiba o que está acontecendo com seu protegido. Mas não fique aí parada! Vamos atrás dele!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-2110331779330499705?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/2110331779330499705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=2110331779330499705' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/2110331779330499705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/2110331779330499705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/06/capitulo-5.html' title='Capítulo 5'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-7656391518643003637</id><published>2008-05-29T17:00:00.009-03:00</published><updated>2008-06-03T02:12:55.714-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;_ Anjo? O Quarto destino é ser anjo? Eu vou ser um anjo? Só pode ser brincadeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Senhorita Maria Eduarda não estamos em um lugar onde se possa fazer brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Certo! Eu morri, um homem que nunca vi na minha vida veio falar comigo mesmo eu estando morta, vim parar nesse lugar estranho, dizem que vou ser um anjo e isso não é brincadeira. Deve ser sonho. Isso! Eu não morri e estou sonhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sonhando durante mais de dois dias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim! Eu levei um tiro e por isso estou num hospital. Podem ter me sedado e isso pode ser um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como deixam um fantasma vir para a reunião?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Aquele homem parecia estar bravo, gritando para os outros espíritos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Só são permitidos espíritos aqui! Por que esse fantasma veio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu não sou um fantasma! Sei que estou morta, mas isso tudo é novo pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Tudo, de agora em diante, será novo para você, mas não se preocupe, há alguém que irá te ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém se aproximou e, finalmente, pude entender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então você é um espírito. Isso explica muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vocês já se conhecem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim! Eu estava sentada num banco da praça e ele veio dizer para me apressar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo estava preocupado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Senhor, não pode indicar outro? Tem que ser eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você é o mais indicado, conviveu com ela enquanto estava viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Conviveu comigo? Mas eu nunca o vi antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Senhorita, ele foi um anjo e esteve muitas vezes ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Anjo? Por isso disse que me aconselhou. Agora compreendo, ele era meu anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não, eu não era seu anjo, era o de Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Isso que você ouviu! Eu era o anjo de Cadu e, por ter influenciado na vida de outro além de meu protegido, serei substituído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento fiquei sabendo que Gustavo havia desobedecido uma regra, a de não interferir na vida de outro que não seja a de seu protegido. Um conselho que não segui e que custou seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas ele não interferiu! Eu morri mesmo assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Senhorita, as regras devem ser seguidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Regras! Regras! Não basta ter que seguir regras durante a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo puxou-me pelo braço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não discuta! Tenho que lhe mostrar como é ser um anjo e, depois, saberei qual será meu destino. Venha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto saíamos, aquele senhor acenou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Desejo-lhes boa sorte, Duda e Guto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei espantada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Guto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Acha que só os vivos têm apelidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não! Não é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então é o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Gostei do seu apelido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu. Um sorriso mais cativante que o de Cadu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não sei o que tem de diferente em meu apelido. É tão comum chamar um Gustavo de Guto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Gostei e pronto! Mesmo que seja comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Boba como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você me viu muitas vezes, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Todas as vezes que esteve com Cadu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deve ser legal ser um anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim. Proteger alguém é legal, mas a jornada de um anjo não é fácil. O nosso destino é parecido com o inferno, a única diferença é que podemos interferir na vida dos vivos. Mas é proibido interferir na vida de outro que não seja seu protegido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por que me aconselhou? Meu anjo poderia ter feito isso. Espera! Quem era meu anjo? Onde está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Seu anjo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim, meu anjo! Quero conhecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu não deveria falar sobre isso, mas você acabará sabendo mais cedo ou mais tarde. Seu anjo é um rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Rebelde? Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ele se rebelou contra as regras. Cansou de ser um anjo e por isso não havia ninguém te protegendo na apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por isso levei um tiro, mas não morri naquela hora. Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu tentei te proteger e por isso você viveu mais uma semana, porém a minha influência não foi suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então você não só me aconselhou, também me protegeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu não consegui seguir as regras vendo que você poderia morrer, pois estava sem um anjo. Não era justo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O que? Você morreu. Por que me agradece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por que você me deu a oportunidade de morrer feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pude saber que Cadu sempre me amou. Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não me agradeça. Era meu dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não era seu dever! Você desobedeceu as regras e agora será punido por isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você não entende, era meu dever, porque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nada! Deixe esse assunto para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Certo! Mas o que aconteceu com meu anjo? Ele foi punido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo sorriu ironicamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Comentam que ele teve o quinto destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Há um quinto destino? Qual é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ninguém sabe, é apenas uma lenda. Como ainda não o encontraram, dizem que ele teve o quinto destino. Mas é uma brincadeira, só existem quatro destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curiosidade não me deixaria em paz. Minha missão, além de proteger Cadu, seria descobrir mais sobre essa lenda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-7656391518643003637?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/7656391518643003637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=7656391518643003637' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/7656391518643003637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/7656391518643003637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/05/capitulo-4.html' title='Capítulo 4'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-1458458939169842208</id><published>2008-05-22T17:00:00.002-03:00</published><updated>2008-05-24T01:45:16.229-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Levei minha vida inteira, não que tenha sido longa, pois sou jovem, para me declarar e quando estou prestes a fazer isso, levo um tiro. Depois tenho ele na minha frente dizendo que sempre me amou e que iríamos ser felizes e isso acontece. É revoltante!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da apresentação e acho a situação engraçada. Sim, engraçada! Muitos pensaram que o sangue era algo da cena, mas um grande tumulto ocorreu quando Cadu começou a gritar pra que chamassem uma ambulância. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cirurgia, espera, angústia, recobrei minha consciência, ele se declarou e eu morri. Já disse que isso é revoltante?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até esse momento, falei da minha vida e não me apresentei. Agora que vou falar da minha morte devo dizer meu nome: Maria Eduarda Andrade. Sim! Minha morte, não como ela ocorreu, pois já falei como foi, mas do que acontece depois, um tipo de vida pós morte. Quanto ao meu nome ser um tanto parecido com o de Cadu, só poderia ser força do destino. Por quê? Explicarei mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não caminhei em direção à luz nem acordei no paraíso, simplesmente continuei alí. Geralmente os mortos ficam alguns dias entre os vivos até conseguirem entender o que aconteceu realmente, ou seja, até compreenderem que estão mortos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não somos fantasmas, esse termo é utilizado para pessoas que não entendem que já morreram e pensam que ainda estão vivas. Somos simplesmente espíritos. Não atravessamos paredes e ninguém pode nos ver, mas podem nos sentir. São os famosos arrepios na espinha. Conversamos com outros espíritos e passamos a saber o segredo da vida. É algo que os vivos jamais compreenderiam, apesar da simplicidade. Uma resposta para as milhares de perguntas que fazemos a nós mesmos durante a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não suportei ficar alí vendo Cadu chorar, então fui para meu refúgio. Um banco, numa praça de frente para uma grande árvore. O lugar onde nos conhecemos, onde eu gravei meu nome e futuramente eu gravaria o nome de Cadu, mas acho que isso não acontecerá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei dois dias naquele lugar, vendo as pessoas que passavam, até que algúem se aproximou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Vai continuar sentada aí?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei parada, pois ele só poderia estar falando com outra pessoa, afinal eu era um espírito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Não vai me responder Maria Eduarda?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Me espantei. Como alguém podia estar me vendo e saber meu nome?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Só porque está morta acha que tem todo o tempo do mundo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Quem é você? Como sabe meu nome? Como pode me ver?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Calma! Uma pergunta de cada vez. Meu nome é Gustavo, sempre estive te observando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Sempre?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Sim. Não acredito que não escutou meus conselhos e foi para aquela apresentação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Hã?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sabia o que aconteceria e te aconselhei a não ir, mas você não se importou, só estava pensando nele e esqueceu de pensar em si mesma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Como assim? Aconselhou? Isso não é possível!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Claro que é possível. Você teve um mal pressentimento e mesmo assim foi se declarar para ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Como sabe disso?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Eu já disse! Estive te observando o tempo todo e tentei te ajudar. Agora se apresse, a reunião está para começar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Reunião?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Acha que vai ficar aqui por toda a eternidade? Você está morta, mas não quer dizer que sua missão acabou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Missão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Pare de me fazer perguntas! Você descobrirá tudo, então se apresse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fui meio que teletransportada para uma outra dimensão. Isso parece ficção científica, mas é o que acontece. É uma espécie de mundo paralelo. Nesse lugar, há um espírito chefe que entrevista e faz uma pesquisa sobre a vida de cada um de nós. Muito estudo, muita conversa, muita espera. Depois nos resta apenas quatro destinos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é o céu. Simplesmente o lugar perfeito com que muitos sonham durante a vida. É o paraíso sem sombra de dúvidas. Não sei como é, pois não conheço. Sei que é um lugar ótimo devido aos comentários dos outros espíritos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O segundo é o inferno, que é continuar vivendo entre os vivos sem poder se comunicar com outros espíritos, sem poder interferir em nada. É um tipo de castigo, mas não é eterno. São avaliadas as ações e segundo o resultado de uma conta, que eu não entendi, chega-se a um determinado número de anos que o espírito deve ficar na Terra. Após cumprida essa espécie de pena, são reavaliados e podem ser encaminhados a um dos outros destinos, até mesmo o inferno novamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O terceiro destino é o CREM, Centro de Reabilitação para Espíritos Maus. A primeira vez que ouvi esse nome achei um tanto engraçado e pensei que pudesse ser uma brincadeira, mas é a mais pura verdade. Há espíritos que cometeram coisas más durante a vida, mas não são punidos com o inferno e ganham a oportunidade de se redimirem e irem para o céu. São os que fizeram coisas não tão ruins. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sobre o último destino é de que terão mais conhecimento, pois foi o meu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-1458458939169842208?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/1458458939169842208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=1458458939169842208' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/1458458939169842208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/1458458939169842208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/05/capitulo-3.html' title='Capítulo 3'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-5118932425171768730</id><published>2008-05-15T17:00:00.008-03:00</published><updated>2008-05-18T16:48:33.823-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Fui levada para a clínica da família de Cadu, que fica a dois quarteirões do lugar da apresentação, pois levei um tiro pelas costas que atravessou e foi parar no piano, sem nem raspar no Cadu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Não sei muito sobre armas, mas havia um silenciador, pois somente isso explica o fato de ninguém ter ouvido o disparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca acreditei quando ouvia comentários&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; de como uma vida toda passa diante dos olhos, mas depois de levar um tiro e ver que minha existência estava por um fio, comecei a lembrar de todos os fatos importantes. Na maioria deles, Cadu estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordei-me da minha festa de quinze anos, que minha mãe me obrigou a fazer. Eu queria uma festa simples, sem grandes detalhes. Mas o sonho que minha mãe não havia realizado, eu deveria realizá-lo. Uma festa de debutante com tudo que havia direito. A decoração, que havia ficado a cargo de minha mãe, estava impecável. O sorriso constante, durante o preparo da festa, era mais que suficiente para que eu visse que ela estava feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadu estava de fraque e na hora da valsa disse que eu parecia uma princesa. Achei aquele elogio a coisa mais maravilhosa do mundo, até que ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você está parecendo uma princesinha, mas não pode abrir a boca, pois acabará com o conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei revoltada e ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Se você falar qualquer coisa, por mais educada que seja, o conto de fadas acabará, pois você é uma gata borralheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Gata borralheira? O que quer dizer com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que você não é uma princesa de verdade, mas é gata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele riu, como se o que havia dito não fosse um elogio, mas um simples trocadilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E o que está fazendo aqui, dançando com a gata borralheira? Vá procurar uma princesa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Princesas são muito chatas, com toda aquela perfeição. Prefiro as esquentadinhas como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, fiquei vermelha e o abracei para que não pudesse ver minha reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu disse que prefiro as esquentadinhas, mas não disse que te amo. Por que está me abraçando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tentou ver meu rosto, mas não podia deixar que visse, ainda mais depois do que havia dito, então saí de perto dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Volte aqui Duda! É só uma brincadeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxou-me pelo braço e num abraço forte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Somos amigos desde que me conheço por gente. Não quero que nada acabe com essa amizade. Você é como se fosse uma irmã para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo era a última coisa que queria ouvir naquele momento. Ser considerada como melhor amiga sim, mas irmã acabava com qualquer esperança minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude ouvir o choro de meus pais enquanto conversavam com o médico. A seriedade tomou o lugar da lágrimas no rosto de Cadu. Eu não podia me mexer e um sentimento horrível tomou conta de mim. O médico poderia estar dizendo que eu não poderia mais andar ou que eu passaria por outra cirurgia, talvez mais grave, com sérios riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já havia se passado uma semana e meu estado não havia melhorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite, tive um pesadelo terrível. Eu falava com o Cadu, mas ele não me respondia. Era como se ele não pudesse me ouvir nem me ver. Eu gritava seu nome, querendo avisá-lo que algo de ruim aconteceria. Acordei e gritei o nome dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, que estava ao lado da cama, se surpreendeu, pois, após uma semana deitada, sem nenhuma reação, somente com os olhos abertos, eu estava sentada na cama e gritando. Deu-me um abraço e pediu para que eu me acalmasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Duda! Você está bem! Tudo vai voltar ao normal! Nós, ainda, vamos nos casar, ter filhos! Seremos felizes! Eu te amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava alí, na minha frente, chorando e dizendo que me amava. Era o momento pelo qual eu havia esperado por tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sempre te amei, mas nunca tive coragem de me declarar. E agora, quando quase te perdi, vi o quanto idiota eu fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo estranho aconteceu, senti como se eu estivesse saindo do meu corpo. Enxuguei as lágrimas de Cadu e com a mão em seu rosto disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Obrigada por me fazer feliz durante todos esses anos e mais ainda nesse momento. Eu também te amo, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas o que? Duda! Fale comigo! Duda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Desculpe. Prometo que farei de tudo para que seja feliz. Essa é minha promessa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadu, chorando, me abraçou e todos na clínica puderam ouvir seu grito angustiante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-5118932425171768730?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/5118932425171768730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=5118932425171768730' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/5118932425171768730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/5118932425171768730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/05/capitulo-2.html' title='Capítulo 2'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7865023559350185311.post-6180894731409129758</id><published>2008-05-08T17:00:00.014-03:00</published><updated>2009-05-28T12:05:28.685-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo começou quando, numa tarde, resolvi contar ao Carlos Eduardo que eu era apaixonada por ele. Eu sabia que ele iria ao evento Música &amp;amp; Arte, pois ele não seria louco de desperdiçar a oportunidade de rever seus amigos do colegial. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Comecei fazendo uma tremenda bagunça no meu quarto. Revirei meu guarda roupa, fiz mil combinações possíveis de roupas e sapatos. Acabei decidindo pela blusa verde estampada com um anjinho, que eu havia comprado durante a última viagem que fiz com o Cadu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Realmente é intrigante sair com amigos de infância para fazer compras. Um namorado certamente falaria que qualquer roupa que eu vestisse teria ficado bem, mesmo que fosse aquela blusinha rosa choque cheia de lantejoulas douradas, com miçangas coloridas. Tudo bem se fosse para uma festa a fantasia ou estivéssemos na época do Carnaval. Mas o Cadu parecia um fresco falando qual cor combinaria com meus olhos. Ele realmente é insuportável na hora de escolher uma roupa, pior que mulher quando só pode comprar uma peça e faz a vendedora mostrar cada blusinha que existe na loja e acaba por não levar nenhuma. Se eu fosse uma vendedora e ele fizesse isso comigo acho que virava um tapa na cara dele, mesmo com o risco de perder o emprego. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A blusa verde, a saia jeans, a sandália de tirinhas, o colar com pingente de esmeralda que ganhei de uma amiga. Arrumei o cabelo, soltei a franja. Falando em franja, eu jamais a deixo solta, sempre prendo com alguma presilha ou arco, mas nesse dia eu tinha que ir do jeito que ele acha que fico bonita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao lugar um pouco atrasada. A banda do Paulinho estava se apresentando. Eles continuam tocando aquela música que ele fez pra Maria Fernanda, quando decidiu pedí-la em namoro. Uns tempos atrás descobri que eles se divorciaram. Nem sabia que tinham se casado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava lá, lindo como sempre, com seu sorriso simpático que me cativa. Atravessei por meio da multidão na frente do palco e cheguei ao barzinho. Pedi um refrigerante e fiz de conta que não o vi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Você devia pedir um diet! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ E você deveria fazer academia! Engordou desde a última vez que te vi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Engordei? Você é louca ou o que? Estou o mesmo de sempre. A Maria Fernanda até me disse que emagreci. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sem ter o que falar. Realmente ele estava mais magro e eu brinquei dizendo que ele estava gordo, mas, como sempre, brincadeiras relativas ao físico dele, ele sempre levaria a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei meu refrigerante sem dizer nada a ele, me virei e fui conversar com a Aninha. Percebi que ele ficou com uma cara de susto em frente ao fato de tê-lo ignorado, mas fingi que nem me importava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre parecemos gato e rato, com nossas brigas freqüentes. Quando éramos adolescentes, ele me jogou dentro da piscina que havia na antiga casa dele. Ele não acreditava que eu não sabia nadar e quase teve um treco quando percebeu que eu não sabia mesmo. Minha vontade era de matá-lo, mas a única coisa que eu podia fazer era tossir, porque engoli muita água. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Vou fazer respiração boca a boca! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Jamais! Morro afogada, mas não deixo você me beijar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Beijar? Quem aqui falou em beijar? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Conheço muito bem o senhor Carlos Eduardo Dantas! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Que morra então! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levantei, dei um chute na canela dele, saí correndo e gritando: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Se eu morrer algum dia, você vai sentir minha falta senhor Carlos Eduardo! Serei obrigada a ficar aqui te assombrando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Se você morrer eu danço em cima do seu caixão! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, depois desse ocorrido, ficamos um mês sem nos falar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, Cadu, preocupado, veio em minha direção dizendo que não se importava de ser ignorado. Ficou com uma cara triste. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sempre foi uma doçura de pessoa quando sabia que estava errado, fazendo caras e bocas para conseguir arrancar um perdão meu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Tudo bem! Você não está gordo nem eu preciso de refrigerante diet. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Light! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Você não tem jeito mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu aquele sorriso que me deixa sem jeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Você trouxe um vestido vermelho? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente havia me esquecido que Cadu havia conseguido me convencer de me apresentar com ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sabia que você não se lembraria, cabeça de vento como você é, então trouxe este da minha irmã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Cabeço de vento é você! Trouxe as rosas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ A champagne também! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ O senhor está mudando! Não se esquece mais de suas responsabilidades. Mamãe deve estar orgulhosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ A sua deve estar decepcionada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sabia o que falar e mostrei a língua pra ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ A mesma criança de sempre. Está com essas roupas de mulher, mas se comporta como uma menina de sete anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma careta, peguei o vestido e fui para o banheiro me trocar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O salão estava cheio e senti um frio na barriga quando espiei e percebi o silêncio do público esperando que a apresentação começasse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Peguei o rascunho e li pela última vez: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Cena: um vestido vermelho, um salão, um piano, rosas, champanhe, uma discussão, barulho de chuva. Antes de ela sair, ele põe as rosas sobre a mesa, toma um pouco de champanhe enquanto afrouxa a gravata, caminha em direção ao piano. Ela escuta os passos que se distanciam em vez de estarem indo atrás dela, então ela pára. Uma música começa a tocar no piano. Não há mais ninguém no salão. Ela, na verdade, não quer ir embora. Ele percebe que ela ainda está lá e continua tocando. Ela começa a cantar, se vira e atravessa o salão, indo em direção ao piano. Uma troca de olhares. A música termina, ele se levanta, ela se vira, uma nova troca de olhares, toque das mãos, sorrisos, a aproximação, ele a toma em seus braços, olhos fechados e... a luz se apaga.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi que no momento em que as luzes fossem apagadas eu o beijaria e me declararia finalmente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A apresentação ia começar e estava terminando de me ajeitar quando Aninha me empurrou para o palco. Fiquei espantada com o figurino de Cadu, todo arrumadinho com o terno que era de seu pai. A cena se prosseguiu e quando as luzes se apagaram, a platéia gritou que queria ver a cena do beijo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A luz voltou e um silêncio horrorizante tomou conta do salão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não o beijei, estava branca e quando olhei para baixo percebi o que havia acontecido. Coloquei as mãos sobre a barriga e o sangue começou a escorrer. Caí, enquanto Cadu me olhava com lágrimas nos olhos. Seu olhar me doía no fundo da alma. Tudo o que pude dizer naquele momento foi: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_ Eu te amo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7865023559350185311-6180894731409129758?l=silvialuiza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://silvialuiza.blogspot.com/feeds/6180894731409129758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7865023559350185311&amp;postID=6180894731409129758' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/6180894731409129758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7865023559350185311/posts/default/6180894731409129758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://silvialuiza.blogspot.com/2008/05/capitulo-1_08.html' title='Capítulo 1'/><author><name>Silvia Luiza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15177052672154686060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
